A ELEIÇÃO PARA DIRETOR (II) : as possibilidades de propostas de gestão
A ELEIÇÃO PARA DIRETOR (II) : as possibilidades de propostas de gestão
O modelo de organização administrativa de uma Instituição é de extrema importância para se compreender os possíveis modelos de gestão que podem ser implementados na mesma. Esta afirmação é um senso comum entre os administradores, e é que explica as reformas que ocorrem cada vez que se mudam os gestores. Mudam-se os gestores, muda-se a filosofia de gestão, mudam-se as estruturas administrativas. Se isto é verdade para contribuirmos de fato com uma boa escolha para o novo(a) gestor(a) do pedagógico da FAFICH, devemos então discutir a estrutura administrativa e pedagógica da FESG/FAFICH, para assim analisar que possibilidades de projetos são possíveis de serem implementados.
A FESG/FAFICH possui uma hierarquia que vai da base ao topo, sendo que na estrutura pedagógica todos os segmentos estão de alguma forma representada na base. Nos cursos de graduação a primeira instância é o Colegiado de Curso, representado pela coordenação do curso. O colegiado de cada curso é composto pelos professores que ministram disciplinas no referido curso, sendo que os efetivos apenas possuem direito a voto; tem assento também no colegiado de cada curso o representante dos alunos com direito a voz e voto.
Cabe ao colegiado de cada curso representado por seu coordenador deliberar sobre mudanças nas ementas curriculares, aprovação dos planos de curso dos professores, aprovar em primeira instância os projetos que envolvem a participação do referido curso, programas de extensão e cultura. Ao coordenador cabe zelar pela boa relação professor aluno, pela autonomia do professor em sala de aula, e intermediar as relações dos professores entre si para que se produza a harmonia necessária a produção do conhecimento.
Acima do colegiado de cada curso estão os Departamentos. No caso da FAFICH, são dois departamentos: o Departamento de Ciências Gerenciais e o Departamento de Educação. No Departamento de ciências gerenciais estão os cursos de Direito, Ciências Contábeis, Administração com suas diversas habilitações, agronomia e gestão Ambiental. No Departamento de Educação estão os cursos de Pedagogia, Letras, Educação Física e Enfermagem.
Os colegiados dos Departamentos são compostos por representantes dos alunos com direito a voz e voto, professores efetivos com direito a voz e voto, e professores temporários com direito a voz, mas não ao voto. Compete aos Departamentos zelar pela relação harmoniosa entres os docentes, aprovar ou não licença para professores se ausentarem, aprovar projetos de pesquisa e ou extensão em primeira instância, bem como coordenar o intercâmbio entres os colegiados dos cursos que o compõe.
Cada Departamento é presidido no cotidiano por um chefe de Departamento, a quem compete executar as decisões do colegiado, e, nos casos urgentes deliberar questões de sua competência previstas no regimento. O Chefe de Departamento e o Departamento estão subordinados a Direção Pedagógica da Instituição.
A Direção Pedagógica no caso da FAFICH possui uma anomalia,pois o diretor pedagógico preside dois colegiados: O conselho Departamental e a Congregação. Eu nunca entendi direito a função do Conselho Departamental, pois em cinco anos de Instituição não vi nenhuma ação razoável que este colegiado tenha promovido para a Instituição. No caso da Congregação é a Instância Máxima da FAFICH, estando ainda subordinados a Congregação e a Direção Pedagógica a Coordenação de Ensino e Graduação ( teoricamente esta Comissão seria compostas pelos coordenadores de curso); a Coordenação de Pesquisa e Extensão (responsável pela política de Pós-graduação, pesquisa e extensão da Instituição); e, a Comissão de Avaliação Institucional. As competências da Congregação e da Direção Pedagógica que a preside estão claras no regimento , e trataremos de forma detalhada em um próximo artigo,no entanto, é preciso ressaltar desde já que nem a coordenação Pedagógica, nem o Diretor Pedagógico ou outra instância pedagógica qualquer possui autonomia para propor gastos sem a anuência da FESG( Fundação de Ensino Superior de Goiatuba), a mantenedora.
Na dicotomia FESG/FAFICH, talvez se encontre o maior problema da Instituição. Sem autonomia para decidir sobre gastos as instâncias pedagógicas ficam todas refém da mantenedora, que por sua vez não se encontra subordinada a congregação e sim ao Conselho Curador a quem presta contas. A solução para tal questão pode ser duas: primeira – a FESG prever ou determinar um orçamento anual para a FAFICH e dar a mesma autonomia para gerir o orçamento liberado;segunda – prestar contas financeiras e elaborar seu orçamento junto com a congregação e ouvindo sugestões dos docentes e funcionários da Instituição na elaboração do planejamento. Neste caso, o Conselho Curador permaneceria como Instância Máxima de referendo das Contas e planejamento da Instituição.
A FESG estando independente da FAFICH, e com estrutura administrativa própria torna tudo mais difícil, inclusive para o processo de interlocução. Na FESG a estrutura é composta de Presidência, Diretoria Administrativa, e Diretoria Financeira. Na prática a Direção Pedagógica na pratica acaba por ser mais um diretoria da FESG sem nenhuma autonomia, aliás com menos autonomia que a diretoria financeira e administrativa.
Com tal hierarquia, é difícil analisar qualquer possibilidade de concepção de gestão para a FESG/FAFICH. Na verdade é um anacronismo tão grande, que fica difícil analisar. Dado porém, a forma hierarquizada pode se dizer que não é possível uma gestão democrática, e, fica até difícil uma gestão democrática representativa. Talvez pudéssemos falar de uma concepção técnico-cientifica, onde a participação de professores e alunos estivesse limitado ao papel de cada um determinado pela mantenedora. Neste caso, qualquer proposta de gestão pedagógica deve estar totalmente integrado as propostas de planejamento da FESG, para que possa ter sentido. Qualquer proposta em direção contrária ou divergente a única coisa que pode trazer é frustração.
O modelo de organização administrativa de uma Instituição é de extrema importância para se compreender os possíveis modelos de gestão que podem ser implementados na mesma. Esta afirmação é um senso comum entre os administradores, e é que explica as reformas que ocorrem cada vez que se mudam os gestores. Mudam-se os gestores, muda-se a filosofia de gestão, mudam-se as estruturas administrativas. Se isto é verdade para contribuirmos de fato com uma boa escolha para o novo(a) gestor(a) do pedagógico da FAFICH, devemos então discutir a estrutura administrativa e pedagógica da FESG/FAFICH, para assim analisar que possibilidades de projetos são possíveis de serem implementados.
A FESG/FAFICH possui uma hierarquia que vai da base ao topo, sendo que na estrutura pedagógica todos os segmentos estão de alguma forma representada na base. Nos cursos de graduação a primeira instância é o Colegiado de Curso, representado pela coordenação do curso. O colegiado de cada curso é composto pelos professores que ministram disciplinas no referido curso, sendo que os efetivos apenas possuem direito a voto; tem assento também no colegiado de cada curso o representante dos alunos com direito a voz e voto.
Cabe ao colegiado de cada curso representado por seu coordenador deliberar sobre mudanças nas ementas curriculares, aprovação dos planos de curso dos professores, aprovar em primeira instância os projetos que envolvem a participação do referido curso, programas de extensão e cultura. Ao coordenador cabe zelar pela boa relação professor aluno, pela autonomia do professor em sala de aula, e intermediar as relações dos professores entre si para que se produza a harmonia necessária a produção do conhecimento.
Acima do colegiado de cada curso estão os Departamentos. No caso da FAFICH, são dois departamentos: o Departamento de Ciências Gerenciais e o Departamento de Educação. No Departamento de ciências gerenciais estão os cursos de Direito, Ciências Contábeis, Administração com suas diversas habilitações, agronomia e gestão Ambiental. No Departamento de Educação estão os cursos de Pedagogia, Letras, Educação Física e Enfermagem.
Os colegiados dos Departamentos são compostos por representantes dos alunos com direito a voz e voto, professores efetivos com direito a voz e voto, e professores temporários com direito a voz, mas não ao voto. Compete aos Departamentos zelar pela relação harmoniosa entres os docentes, aprovar ou não licença para professores se ausentarem, aprovar projetos de pesquisa e ou extensão em primeira instância, bem como coordenar o intercâmbio entres os colegiados dos cursos que o compõe.
Cada Departamento é presidido no cotidiano por um chefe de Departamento, a quem compete executar as decisões do colegiado, e, nos casos urgentes deliberar questões de sua competência previstas no regimento. O Chefe de Departamento e o Departamento estão subordinados a Direção Pedagógica da Instituição.
A Direção Pedagógica no caso da FAFICH possui uma anomalia,pois o diretor pedagógico preside dois colegiados: O conselho Departamental e a Congregação. Eu nunca entendi direito a função do Conselho Departamental, pois em cinco anos de Instituição não vi nenhuma ação razoável que este colegiado tenha promovido para a Instituição. No caso da Congregação é a Instância Máxima da FAFICH, estando ainda subordinados a Congregação e a Direção Pedagógica a Coordenação de Ensino e Graduação ( teoricamente esta Comissão seria compostas pelos coordenadores de curso); a Coordenação de Pesquisa e Extensão (responsável pela política de Pós-graduação, pesquisa e extensão da Instituição); e, a Comissão de Avaliação Institucional. As competências da Congregação e da Direção Pedagógica que a preside estão claras no regimento , e trataremos de forma detalhada em um próximo artigo,no entanto, é preciso ressaltar desde já que nem a coordenação Pedagógica, nem o Diretor Pedagógico ou outra instância pedagógica qualquer possui autonomia para propor gastos sem a anuência da FESG( Fundação de Ensino Superior de Goiatuba), a mantenedora.
Na dicotomia FESG/FAFICH, talvez se encontre o maior problema da Instituição. Sem autonomia para decidir sobre gastos as instâncias pedagógicas ficam todas refém da mantenedora, que por sua vez não se encontra subordinada a congregação e sim ao Conselho Curador a quem presta contas. A solução para tal questão pode ser duas: primeira – a FESG prever ou determinar um orçamento anual para a FAFICH e dar a mesma autonomia para gerir o orçamento liberado;segunda – prestar contas financeiras e elaborar seu orçamento junto com a congregação e ouvindo sugestões dos docentes e funcionários da Instituição na elaboração do planejamento. Neste caso, o Conselho Curador permaneceria como Instância Máxima de referendo das Contas e planejamento da Instituição.
A FESG estando independente da FAFICH, e com estrutura administrativa própria torna tudo mais difícil, inclusive para o processo de interlocução. Na FESG a estrutura é composta de Presidência, Diretoria Administrativa, e Diretoria Financeira. Na prática a Direção Pedagógica na pratica acaba por ser mais um diretoria da FESG sem nenhuma autonomia, aliás com menos autonomia que a diretoria financeira e administrativa.
Com tal hierarquia, é difícil analisar qualquer possibilidade de concepção de gestão para a FESG/FAFICH. Na verdade é um anacronismo tão grande, que fica difícil analisar. Dado porém, a forma hierarquizada pode se dizer que não é possível uma gestão democrática, e, fica até difícil uma gestão democrática representativa. Talvez pudéssemos falar de uma concepção técnico-cientifica, onde a participação de professores e alunos estivesse limitado ao papel de cada um determinado pela mantenedora. Neste caso, qualquer proposta de gestão pedagógica deve estar totalmente integrado as propostas de planejamento da FESG, para que possa ter sentido. Qualquer proposta em direção contrária ou divergente a única coisa que pode trazer é frustração.
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